14 dezembro 2013

We are at a crossroads for women in the church

The American Academy of Religion and its companion association, the Society of Biblical Literature, is known for gathering forward-thinking theologians across denominations for the sake of cross-pollinating the best of religious research and thinking. So it's not surprising that at this year's Nov. 22-24 conference in Baltimore that part of the conference agenda was a panel of speakers whose own interests might give us all a snapshot view of Pope Francis and the challenges he faces in dealing with various current questions.
 
The sweeping composition of the panel -- both lay and religious, Catholic and not, male and female -- highlighted specific issues facing the church and the early responses of this present pope to areas of ecumenism, liberation theology, tradition, spiritual formation and, in my own case, women's issues and religious life.
 
In today's column, in the interest of broadening the conversation, I'll share the remarks I made as part of that panel.

***

The 20th-century Jesuit philosopher Pierre Teilhard de Chardin wrote: "The only task worthy of our efforts is to construct the future." My concern today is how to construct a new future for women around the world through the global outreach of the church.
 
The 6th-century philosopher Boethius reminds us that every age that is dying is simply a new age coming to life. A second insight that gets my attention comes from Woody Allen 15 centuries later: "I'm not afraid of dying; I just don't want to be there when it happens."
 
Both messages are clear: First, continuity can go too far. Second, to fail to face the moment we're in can fail the future that's coming with or without us and whether we like it or not.

Point: This is a crossover moment in history.

This is the moment when history discovered women.
 
        In fact, intelligent men as well as intelligent women realize now that feminism is not about femaleness. It's not about female chauvinism either, or feminismo machismo. And it's …
      
        Benedictine Sister Joan Chittister

        in NCR
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8 de Dezembro

 
Pio IX proclamou em 8 de Dezembro o dogma da Imaculada Conceição, isto é, ao contrário de toda a humanidade, Maria nasceria sem o "pecado original " definido em Trento 1546. Ratzinger (outra vez ele) reconhece que, se é verdade o evolucionismo, "não há lugar para qualquer pecado original". Não pode haver dogmas que não sejam revelados. Por isso, seguindo Santo Agostinho, basearam-se na epístola aos romanos, de S. Paulo. Porém, trata-se dum erro de tradução do grego para o latim: "eph"ho" não é "in quo", isto é, todos têm pecado porque pecam e não porque Adão pecou. Para confirmar, a própria Virgem diz a Bernardete, em Lourdes (1858): "Sou a Imaculada Conceição." Esta verdade é ignorada por todos os textos canónicos. Em 1870 é proclamada a infalibilidade papal no contexto da resistência aos liberalismos. Como a morte é consequência do pecado original (Adão e Eva nasceram sem ele e só morreram por ele), Maria não morrerá (dogma da Assunção, 1950), ao contrário de Jesus, que morreu. No Vaticano II escapou-se, por pouco, a fazer de Maria uma deusa co-redentora (a redenção da humanidade seria, a meias, de Jesus e de Maria) por 1114 votos contra 1074. O cardeal Congar acusou os bispos marianolatras de aldrabice. "A Virgem Maria, que nos devia unir, é causa de divisão... A mariologia só vive disso. É um verdadeiro cancro dentro da Igreja", acrescentou.

J.Carvalho, Lisboa

Público 11.12.2013

Cartas à Directora

08 dezembro 2013

O DISCURSO DO MÉTODO DO PAPA FRANCISCO

   
1. O Papa está a tornar-se a referência dos que precisam de energia espiritual para resistir à idolatria do dinheiro, à tirania dos mercados, à especulação financeira, à economia que mata, às políticas que consideram os doentes e os velhos um estorvo e o desemprego uma fatalidade.

         Como não há coragem, nem dentro nem fora da Igreja, para o mandar calar de vez, os seus adversários encomendaram a jornalistas e comentadores de serviço, a sua desvalorização: este Papa não diz nada de novo; repete o que está dito e redito, desde o séc. XIX, na Doutrina Social da Igreja, não passa de um populista.

Os desconsolados com o Papa Francisco não são contra a solidariedade. Sabem o que fazer para que nunca haja falta de pobres. Insuportável é o método do seu discurso e actuação: convocar toda a Igreja a olhar este mundo a partir dos excluídos, mudar o centro da sua missão para a periferia e organizar-se a partir daí.

Sonho, diz o Papa na Exortação Evangelli Gaudium, com a opção missionária capaz de transformar os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial num canal de evangelização e não apenas um instrumento da sua auto-preservação. Pertence ao Bispo promover uma comunhão dinâmica, aberta e missionária na sua diocese. Deverá estimular e procurar um amadurecimento dos organismos de participação propostos pelo Código de Direito Canónico e de outras formas de diálogo pastoral, com o desejo de ouvir todos e não apenas alguns, sempre prontos a lisonjeá-lo.

 “Dado que sou chamado a viver aquilo que peço aos outros, devo pensar também numa conversão do papado. Compete-me, como Bispo de Roma, permanecer aberto às sugestões tendentes a um exercício do meu ministério que o torne mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe deu e às necessidades actuais da evangelização” (n. 32).

O Papa pede o abandono de um critério pastoral muito cómodo e muito usado: “fez-se sempre assim”. Convida todos, sem contemplações, a serem ousados e criativos na tarefa de repensar os objectivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respectivas comunidades. Vai mais longe: ”Uma identificação dos fins, sem uma condigna busca comunitária dos meios para os alcançar, está condenada a traduzir-se em mera fantasia” (n.33).

2. Recorre ao Vaticano II para afirmar a hierarquia das verdades da doutrina católica, dado que nem todas têm o mesmo vínculo com o fundamento da fé cristã. Isto é tão válido para os dogmas de fé, como para o conjunto dos ensinamentos da Igreja, incluindo a doutrina moral (n.36). Invoca S. Tomás de Aquino para dizer que na mensagem moral da Igreja há uma hierarquia nas virtudes e acções que dela procedem. A misericórdia é a maior de todas as virtudes.

Esta falta de hierarquia na pregação e na catequese gera distorções muito graves. É o que acontece quando se fala mais da lei do que da graça, mais da Igreja do que de Jesus Cristo, mais do Papa do que da palavra de Deus (n.37-38). A defesa de uma doutrina monolítica não respeita a riqueza inesgotável do Evangelho. Impõe-se um constante discernimento para não atravancar o caminho com mensagens e costumes que já não são um serviço na transmissão do Evangelho: não tenhamos medo de os rever! Realça, na linha de Tomás de Aquino, que os preceitos dados por Cristo e pelos apóstolos ao povo de Deus são pouquíssimos, para não tornar pesada a vida aos fiéis nem transformar a nossa religião numa servidão. A misericórdia de Deus quis que ela fosse livre. A Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos. (n. 43-47)

3. É para chegar a todos, sem excepção, que a Igreja assume este dinamismo missionário. Mas, a quem deverá privilegiar? Quando se lê o Evangelho, encontramos uma orientação muito clara: não tanto os amigos e vizinhos ricos, mas sobretudo os pobres e os doentes, aqueles que muitas vezes são desprezados e esquecidos, aqueles que não têm como retribuir (Lc 14, 14). Não devem subsistir dúvidas nem explicações que debilitem esta mensagem claríssima. Hoje e sempre, os pobres são os destinatários privilegiados do Evangelho e a evangelização dirigida gratuitamente a eles é o sinal do Reino que Jesus veio trazer. Há que afirmar, sem rodeios, que existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres. Nunca os deixemos sozinhos! (n. 48)

Prefiro uma Igreja ferida e enlameada por ter saído pelos caminhos, a uma Igreja doente de tão fechada sobre si mesma, acomodada e agarrada às suas próprias seguranças. Mais do que o temor de falhar, devemos ter medo de continuar encerrados nas estruturas que nos dão uma falsa protecção, nas normas que nos tornam juízes implacáveis, em hábitos que nos deixem tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta. Jesus repete-nos, sem cessar: Dai-lhes vós mesmos de comer (Mc 6, 37). (49)

Este resumo da primeira parte da Exortação E.G. mostra que o método deste Papa não é o de repetir, mas de inovar e provocar inovações.

            Frei Bento Domingues, O.P.

08.12.2013

in Público

03 dezembro 2013

Um embaraço chamado Papa Francisco


Andava desconfiado de que alguns dirigentes da Igreja Portuguesa e uma parte da elite católica estavam embaraçados com o que o Papa Francisco dizia. O mote dessas reações, sempre que do Vaticano saía uma frase para a primeira página dos jornais, foi repetidamente este: "Mas a Igreja sempre disse isto. Não há aqui novidade. O Santo Padre limita-se a sublinhar algo que já há muito faz parte da nossa doutrina."

O entusiasmo mediático com Francisco é assim recebido, por estas pessoas, com uma cerebral e analítica contextualização, contrastante com a verve emocional com que os mesmos protagonistas popularizaram e glorificaram as intervenções de João Paulo II.

Essa minha desconfiança reforçou-se com a notícia elaborada pela Agência Ecclesia sobre o "Evangelii Gaudium", conhecido na semana passada, escrito pelo Papa.

O texto do órgão de informação da Igreja Católica enfatiza que esta "exortação apostólica refere-se a uma 'conversão do papado' e questiona uma 'centralização excessiva, que complica a vida da Igreja e a sua dinâmica missionária'".
 
O Papa, conta a agência, "repete o desejo de 'uma Igreja pobre', 'ferida e suja' após sair à rua'". "Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos", diz Francisco, citado nessa notícia, que continua: "A exortação sublinha a necessidade de fazer crescer a responsabilidade dos leigos, mantidos 'à margem nas decisões' por um 'excessivo clericalismo', bem como a de 'ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva'".

O Papa, refere o despacho, já no fim, "denuncia o atual sistema económico, preso a um 'mercado divinizado', e lamenta os "ataques à liberdade religiosa'". Francisco, conclui o texto, "deixa claro que a Igreja não vai mudar a sua posição na defesa da vida e pede ajuda para as vítimas de tráfico e de novas formas de escravidão".

Tirar poder ao topo da Igreja, torpedear a ostentação ou aumentar a intervenção das mulheres e dos leigos já me parece ser algo à beira do revolucionário. Mas que dizer de partes que a notícia da Ecclesia não releva, citadas por todas as agências noticiosas e por todos os jornais do mundo, quando se lê, no link do site da agência, o texto completo que Francisco escreveu?

Deixo só uma frase para demonstrar as razões da minha desconfiança: "Esta economia mata. Não é possível que a morte por enregelamento dum idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa." Esta clareza do pensamento de Francisco não é nova para a Igreja, certo, mas é, aposto, a que incomoda mais nestes tempos decadentes.
por PEDRO TADEU

DN 03.12.2013

01 dezembro 2013

O ADVENTO INESPERADO

   
1. Hoje, é o primeiro Domingo do Advento, um tempo dedicado a preparar a celebração do nascimento de Jesus. A selecção de leituras bíblicas está feita, os cânticos escolhidos. É previsível o que será dito nas homilias. Se alguma surpresa surgir só poderá vir do Papa Francisco.
Tinha acabado de escrever este parágrafo, quando me telefonaram do Diário de Notícias a pedir um primeiro comentário à Exortação papal Evangelii Gaudium. Acabava de chegar de Ponta Delgada, onde tinha ido participar na XIX Semana Bíblica Diocesana. Cheguei sem saber absolutamente nada acerca dos últimos atrevimentos do Bispo de Roma que, como li depois, se confessa aberto a novas sugestões, pois não se deve esperar do magistério papal uma palavra definitiva ou completa sobre todas as questões que dizem respeito à Igreja e ao mundo (16). 
         A crónica que tinha preparado era provocada pelo crescimento dos nossos multimilionários e pelos da ilha Hainan (China), nas suas faustosas e ridículas exibições. Um deles, Xing Libin, gastou no casamento da filha, 8.455 milhões de euros, e além desta miséria só lhe ofereceu seis Ferraris. Esta humilhação, esta ofensa directa ao mundo da pobreza e da miséria enojou-me. A indignação do Papa brota da mesma fonte donde vem a sua alegria: a intimação do Evangelho a mudar as comunidades católicas e o mundo.
        Esta tentativa de mobilização de toda a Igreja para uma evangelização nova é também o enterro do estilo rançoso que, vindo de muito antes, lançou e acompanhou, durante anos, a chamada “nova evangelização”.
Não resisto a transcrever algumas passagens deste longo documento - nunca enfadonho - sobre o tema que eu tinha destinado para esta crónica. Tentarei, em breve, partilhar outra leitura deste conjunto de notas franciscanas unidas pela alma que em todas palpita e dá ritmo ao conjunto.
A necessidade de resolver as causas estruturais da pobreza não pode esperar (202).
2. Assim como o mandamento «não matar» põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer «não a uma economia da exclusão e da desigualdade social». Esta economia mata. Não é possível que a morte por enregelamento dum idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa. Isto é exclusão. Não se pode tolerar mais o facto de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. Em consequência desta situação, grandes massas da população vêem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, num beco sem saída. O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora. (…) Os excluídos não são «explorados», mas resíduos, “sobras” (53).                                                                                        
           Neste contexto, alguns defendem ainda as teorias da «recaída favorável» que pressupõem que todo o crescimento económico, favorecido pelo livre mercado, consegue, por si mesmo, produzir maior equidade e inclusão social, no mundo. Esta opinião, que nunca foi confirmada pelos factos, exprime uma confiança vaga e ingénua na bondade daqueles que detêm o poder económico e nos mecanismos sacralizados do sistema económico reinante. Entretanto, os excluídos continuam a esperar. Para se poder apoiar um estilo de vida que exclui os outros ou mesmo entusiasmar-se com este ideal egoísta, desenvolveu-se uma globalização da indiferença. Quase sem nos darmos conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe. A cultura do bem-estar anestesia-nos, a ponto de perdermos a serenidade se o mercado oferece algo que ainda não compramos, enquanto todas estas vidas ceifadas por falta de possibilidades nos parecem um mero espectáculo que não nos incomoda nada (54).
3. As mulheres não vão gostar de ler, neste belo documento, que o sacerdócio está reservado aos homens e que esta é uma questão que não se põe em discussão. Quem a retirou da discussão foi João Paulo II, em 1994, mas continua a ser cada vez mais discutida. O Papa Francisco considera, por outro lado, que aí está um grande desafio para os Pastores e para os teólogos, que poderiam ajudar a reconhecer melhor o que isto implica, no que se refere ao possível lugar das mulheres onde se tomam decisões importantes, nos diferentes âmbitos da Igreja (104).
As mulheres não se vão esquecer de lhe lembrar que já existem muitas teólogas e que a Comissão Pontifícia Bíblica, em 1993, reconheceu a abordagem feminista da Bíblia. Em Portugal, também existe a Associação de Teologias Feministas. Elas, como outras organizações, não deixarão de apresentar sugestões ao Papa Francisco para novos documentos, como aliás, ele não cessa de lembrar (16).

Sem a participação activa das mulheres não há Igreja de Jesus Cristo.
Frei Bento Domingues, O.P.

in Público

01.12.2013

26 novembro 2013

'Evangelii Gaudium' amounts to Francis' 'I Have a Dream' speech

 
Analysis 
Dreams can be powerful things, especially when articulated by leaders with the realistic capacity to translate them into action. That was the case 50 years ago with Martin Luther King Jr.'s famous "I Have a Dream" speech, and it also seems to be the ambition of Pope Francis' bold new apostolic exhortation, "The Joy of the Gospel."
In effect, the 224-page document, titled in Latin Evangelii Gaudium and released by the Vatican Tuesday, is a vision statement about the kind of community Francis wants Catholicism to be: more missionary, more merciful, and with the courage to change.
Francis opens with a dream.
"I dream of a 'missionary option,' " Francis writes, "that is, a missionary impulse capable of transforming everything, so that the church's customs, ways of doing things, times and schedules, language and structures can be suitably channeled for the evangelization of today's world, rather than for her self-preservation."
 In particular, Francis calls for a church marked by a special passion for the poor and for peace.
 The theme of change permeates the document. The pope says rather than being afraid of "going astray," what the church ought to fear instead is "remaining shut up within structures that give us a false sense of security, within rules that make us harsh judges" and "within habits that make us feel safe."
Though Francis released an encyclical letter titled Lumen Fidei in June, that text was based largely on a draft prepared by Benedict XVI. "The Joy of the Gospel," designed as a reflection on the October 2012 Synod of Bishops on new evangelization, thus represents the new pope's real debut as an author.
 Early reaction suggests it's a tour de force.
 The text comes with Francis' now-familiar flashes of homespun language. Describing an upbeat tone as a defining Christian quality, for instance, he writes that "an evangelizer must never look like someone who has just come back from a funeral!"
           At another point, Francis insists that "the church is not a tollhouse." Instead, he says, "it is the house of the Father, where there is a place for everyone." At another point, he quips that "the confessional must not be a torture chamber," but rather "an encounter with the Lord's mercy which spurs us to on to do our best."
Francis acknowledges that realizing his dream will require "a reform of the church," stipulating that "what I am trying to express here has a programmatic significance and important consequences."
Though he doesn't lay out a comprehensive blueprint for reform, he goes beyond mere hints to fairly blunt indications of direction:
• He calls for a "conversion of the papacy," saying he wants to promote "a sound decentralization" and candidly admitting that in recent years "we have made little progress" on that front.
• He suggests that bishops' conferences ought to be given "a juridical status ... including genuine doctrinal authority." In effect, that would amount to a reversal of a 1998 Vatican ruling under John Paul II that only individual bishops in concert with the pope, and not episcopal conferences, have such authority.
• Francis says the Eucharist "is not a prize for the perfect, but a powerful medicine and nourishment for the weak," insisting that "the doors of the sacraments" must not "be closed for simply any reason." His language could have implications not only for divorced and remarried Catholics, but also calls for refusing the Eucharist to politicians or others who do not uphold church teaching on some matters.
• He calls for collaborative leadership, …
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in NCR
Para ler o artigo na íntegra vá a: http://ncronline.org/news/theology/evangelii-gaudium-amounts-francis-i-have-dream-speech
   


Bucking Vatican, German Bishops Push Reform To Welcome Divorced Catholics


The Vierzehnheiligen Basilica is seen in Vierzehnheiligen near Bad Staffelstein in Bavaria, central Germany, Thursday, March 18, where the Freising Bishop conference was held to discuss the church abuses that happened in the past. The Archbishop of Munich and Freising Reinhard Marx said Catholic bishops in the southern German state of Bavaria ? the homeland of Pope Benedict XVI ? felt "deep consternation and shame" over the reports of abuse of children in church-run schools and institutions reve | ASSOCIATED PRESS
 
PARIS, Nov 25 (Reuters) - Germany's Roman Catholic bishops plan to push ahead with proposed reforms to reinstate divorced and remarried parishioners despite a warning from the Vatican's top doctrinal official, according to a senior cleric.

Stuttgart Bishop Gebhard Fuerst told a meeting of lay Catholics at the weekend that the bishops had already drafted reform guidelines and aimed to approve them at their next plenary meeting in March.

Readmitting twice-married Catholics to full membership in the Church is a pressing concern for Pope Francis, who has called a special synod of bishops next October to consider ways to do this despite Catholicism's rejection of divorce.

Fuerst was the most explicit of several German bishops to rebuff Archbishop Gerhard Mueller, head of the Vatican doctrinal office, who last month ruled out any change after Freiburg archdiocese in Germany unveiled its own reform proposals.

"We want to approve new guidelines at our plenary meeting in March," Fuerst told the Central Committee of German Catholics, an influential group of lay faithful, on Saturday in Bonn.

Catholics who divorce and remarry in a civil ceremony are barred from receiving communion under Vatican doctrine that applies to the worldwide Church. Many of them see this as a sign of rejection and drift away from the faith.

Fuerst said this complaint was one of the most frequent that German bishops have heard since they launched a broad drive to consult the faithful following a shocking wave of revelations in 2010 about sexual abuse of minors by priests.

"Expectations (of reform) are great, and impatience and anger are greater still," he said, adding that a working group of bishops has been debating the issue since then.


FRANCIS SEEKS SOLUTION

The Argentine-born pope addressed the issue in an outspoken news conference on his return flight from Brazil in July, saying the Church had to review its overall approach to failed marriages and would do so at the synod of bishops next year.

Catholicism teaches that marriage is indisoluble and can only be ended by an annulment, a Church ruling saying that proper conditions for marriage such as free will or psychological maturity did not exist when the knot was tied.

Freiburg archdiocese in southwestern Germany seemed to jump the gun last month when it released a guidebook saying a priest could readmit remarried divorcees to the sacraments if they proved to him their faith and commitment to the new union.

When the Vatican doctrinal chief Mueller ordered Freiburg to withdraw the guidelines, Munich Cardinal Reinhard Marx - one of the pope's top eight advisers - retorted that he "cannot end the discussion" and the debate would continue "on a broad scale".

Fuerst said the bishops drawing up the national guidelines would not issue a blanket pardon because Jesus himself had ruled out divorce. But they would propose ways for faithful couples to gain readmission to the sacraments.

The German Church, an influential voice in the Catholic world, has debated this issue since the 1980s.

When three bishops proposed reform in 1993, the Vatican's then doctrinal watchdog Cardinal Joseph Ratzinger - the future Pope Benedict - also rejected it. (Reporting By Tom Heneghan)
Reuters  |  By Tom Heneghan Posted: