03 maio 2012

We are all american nuns

No dia 28 de Abril, NICHOLAS D. KRISTOF escreveu um artigo no New York Times intitulado: “We are all nuns” (somos todos freiras) (http://www.nytimes.com/2012/04/29/opinion/sunday/kristof-we-are-all-nuns.html)

Nesse artigo, que se refere à nomeação de um bispo pelo Vaticano (como é sabido) para “meter na ordem religiosas americanas”, Nicholas Kristof elogia o trabalho das religiosas americanas que encontrou não só em contextos académicos, mas também em lugares onde ninguém quereria estar – junto de populações em sofrimento, correndo riscos de vida.

É um artigo que vale a pena ler.

Hoje, quero associar-me também eu a esta afirmação, eu, que sou casada, com um filho, que não sou freira, quero dizer: “sou uma freira americana”. “Somos todas e todos freiras americanas” aquelas e aqueles que não calamos o desgosto por uma atitude do Vaticano que reduz mulheres adultas ao nível de crianças.

Quem já leu alguma coisa sobre o desenvolvimento do raciocínio moral, sabe que os psicólogos descrevem vários níveis e estádios do mesmo. O primeiro estádio, das crianças mais pequenas, é aquele em que as crianças orientam o seu comportamento pelo medo do castigo resultante da desobediência à pessoa que tem autoridade sobre elas. O estádio de desenvolvimento do raciocínio moral de um adulto é aquele em que se concilia o cuidar dos outros com o desejo de justiça: esse é o estádio de quem desenvolveu um raciocínio autónomo, baseado em convicções interiorizadas.

“Somos todas e todos freiras americanas”: adultas e adultos. A nossa razão cristã não nos dita a moral infantil do medo de desobedecer à autoridade, mas sim a liberdade das filhas e dos filhos de Deus.

Teresa Martinho Toldy

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