03 fevereiro 2019

Crónicas


P / INFO: Do Panamá para Portugal, O infinito tornou-se a única medida comercialmente significativa & Sabem, querem, e fazem…!
Do Panamá para Portugal
Pe. Anselmo Borges
1. Nesta sua presença de 5 dias nas Jornadas Mundiais da Juventude no Panamá, o Papa Francisco também visitou um centro de detenção de jovens, que é modelar, pois, com a ajuda de assistentes sociais, psicólogos e peritos de várias especialidades, prepara os jovens para a sua integração na sociedade, sendo também obrigatória a sua participação em cursos de formação profissional e de desenvolvimento humano. Francisco animou-os: “Que ninguém vos diga nunca: ‘não vais conseguir’. Deus não vê rótulos nem condenações, vê filhos.”
Foi ali que um jovem preso contou ao Papa a sua história: que desde pequeno sempre sentira um vazio interior, a falta de um olhar carinhoso de pai; um dia, encontrou esse olhar em Deus, mas, depois, caiu e agora encontrava-se ali cumprindo uma pena; e disse-lhe, do fundo do seu contentamento, que havia de ser um grande chefe. Francisco ouviu com atenção e carinho, como só ele sabe escutar. E o jovem comentou enternecida e admirativamente: “... Que alguém como você tenha arranjado tempo para ouvir alguém como eu, um jovem privado da liberdade!... Não sabe a liberdade que sinto neste momento!” O jesuíta Diego Fares comentou: “Talvez tenha que ser um preso para valorar quem o Papa é e o que faz.”
Ao longo desta sua viagem, Francisco encontrou-se com políticos, bispos, padres, religiosos e religiosas, fez discursos para as centenas de milhares de jovens, vindos de 155 países, mas encontrou tempo para escutar a história deste rapaz e assim escreveu mais um capítulo da sua encíclica, que não é de palavras, mas de gestos, encíclica que dá sentido a todas as suas encíclicas e discursos. Jesus também assim procedeu.
2. Neste contexto, Francisco tem autoridade para falar duro aos bispos. Arremetendo contra “o funcionalismo e o clericalismo eclesial, tão tristemente generalizado e que representa uma caricatura e uma perversão do ministério”, pediu-lhes conversão. Invocando o exemplo do bispo Óscar Romero, assassinado e recentemente canonizado por ele, atirou: “Não inventámos a Igreja, ela não nasce connosco e continuará sem nós. Uma Igreja autosuficiente não é a Igreja de Deus. É importante, irmãos, que não tenhamos medo de nos aproximar e de tocar as feridas da nossa gente, que também são feridas nossas, e fazê-lo segundo o estilo do Senhor. O pastor não pode estar longe do sofrimento do seu povo; mais: poderíamos dizer que o coração do pastor se mede pela sua capacidade de se deixar comover perante tantas vidas doridas e ameaçadas.”
A Igreja de Cristo “não quer que a sua força esteja no apoio dos poderosos ou da política”, a sua força vem-lhe do Crucificado”. A Igreja de Cristo “é a Igreja da compaixão, e isso começa por casa, pelos sacerdotes, pelos fiéis, e o que não podemos delegar é ‘o ouvido’, o que não podemos delegar é a capacidade de escutar”; os bispos devem, em primeiro lugar, ouvir os seus padres, e “é importante que o padre encontre no bispo o pai, o pastor em quem se revê e não o administrador que quer ´passar revista às tropas’.” “No pastor, a autoridade radica especialmente em ajudar a crescer, em promover os seus padres, mais do que em promover-se a si mesmo: promover-se a si mesmo fá-lo um solteirão”.
E, lembrando o acontecimento das Jornadas, chamou a atenção dos bispos para “irem ao encontro e aproximar-se ainda mais da realidade dos nossos jovens, cheia de esperanças e desejos, mas também profundamente marcada por tantas feridas”. Os jovens “levam com eles uma inquietação que devemos valorar, respeitar, acompanhar, e que tão bem nos faz a nós todos porque desinstala e recorda-nos que o pastor nunca deixa de ser discípulo e está a caminho. Como não agradecer ter jovens inquietos pelo Evangelho!”, acrescentou. “Exorto-vos a que promovais programas e centros educativos que saibam acompanhar, apoiar e potenciar os vossos jovens; ‘roubai-os’ à rua antes que seja a cultura de morte, ‘vendendo-lhes’ fantasias e soluções mágicas, a apoderar-se e a aproveitar a sua imaginação. E fazei-o, não com paternalismo, de cima para baixo, porque isso não é o que o Senhor nos pede, mas como pais, como irmãos para irmãos.” “Há lares alquebrados tantas vezes por um sistema económico que não tem como prioridade as pessoas e o bem comum e que fez da especulação o seu ´paraíso’, a partir do qual continuar a ‘engordar’, sem se importar à custa de quem, e, assim, os nossos jovens sem lar, sem família, sem comunidade, sem pertença, ficam à intempérie do primeiro vigarista.”
3. Evidentemente, o centro tinha de ser ocupado pelos jovens. Francisco conhece bem as suas dificuldades e os seus dramas e, por isso, já na mensagem de preparação das Jornadas lhes tinha dado ânimo. “Convido-vos a todos a olhar para dentro de vós próprios e a ‘dar nome’ aos vossos medos. Perguntai-vos: hoje, na situação concreta que estou a viver, o que é que me angustia, o que é que mais temo? Porque é que não tenho a coragem de abraçar as decisões importantes que deveria tomar?”. Continuou: “O medo nunca deve ter a última palavra, mas ser ocasião para realizar um acto de fé em Deus... e também na vida. Isto significa acreditar na bondade fundamental da existência que Deus nos deu, confiar que ele conduz a um fim bom, mesmo através de circunstâncias e vicissitudes muitas vezes misteriosas para nós.”
Logo à chegada, nas boas vindas, avisou: “O cristianismo não é um conjunto de verdades nas quais se tem de acreditar, de leis que se tem de cumprir ou de proibições. Assim, é repugnante. O cristianismo é uma Pessoa que me amou tanto que reclama e pede o meu amor. O cristianismo é Cristo e é amar com o mesmo amor com que ele nos amou.” E, utilizando linguagem digital, ele que não tem computador nem smartphone, como lembrou A. Tornielli, director dos média do Vaticano: A mensagem de Cristo “não é uma salvação armazenada na ‘cloud’ (nuvem) nem uma aplicação descarregável”; “a vida não espera ser descarregada, não é uma ‘aplicação’ nova a descobrir, a salvação é uma história de amor que se entretece com as nossas histórias.” Quanto às redes sociais alertou: “As redes servem para criar vínculos, mas não raízes, são incapazes de nos dar pertença, de fazer-nos sentir parte de um mesmo povo.”
No final da Via-Sacra, Francisco fez um reflexão sobre “o caminho de sofrimento e solidão” que Jesus já padeceu e que “continua nos nossos dias”. “Ele caminha e sofre em tantos rostos que sofrem a indiferença satisfeita e anestesiante da nossa sociedade que consome e se consome, que ignora e se ignora na dor dos seus irmãos.” A via-sacra da Humanidade prolonga a de Jesus “no grito sufocado das crianças que se impede de nascer e de tantas outras às quais se nega o direito de ter uma infância, família, educação, que não podem brincar, cantar; nas mulheres maltratadas, exploradas e abandonadas, despojadas e coisificadas na sua dignidade; nos olhos tristes dos jovens que vêem arrebatadas as suas esperanças de futuro pela falta de educação e trabalho digno; na angústia de rostos jovens que caem nas redes de gente sem escrúpulos — entre elas também se encontram pessoas que dizem servir-te, Senhor, redes de exploração, de criminalidade e de abuso, que se alimentam das suas vidas; na espiral de morte por causa da droga, do álcool, da prostituição e do tráfico; na dor oculta e indignante daqueles que, em vez de solidariedade por parte de uma sociedade repleta de abundância, encontram rejeição, dor e miséria, e mais: são tratados como os portadores e responsáveis por todo o mal social; na resignada solidão dos velhos abandonados e descartados; no grito da nossa mãe Terra, numa sociedade que perdeu a capacidade de chorar e comover-se perante a dor.”
Pediu aos jovens que continuem a sonhar e que sejam os “influencers do século XXI”: “ser ‘influencers’ no século XXI é ser guardiães das raízes, guardiães de tudo aquilo que impede que a nossa vida se torne gasosa, se evapore no nada. Sede guardiães de tudo aquilo que nos permite sentirmo-nos parte uns dos outros. Que pertencemos uns aos outros.” Avisou: “Não se está a dar raízes e alicerces à juventude”. “Sem educação, é difícil sonhar com um futuro. Sem trabalho, é muito difícil ter futuro, família e estar em comunidade.”
4. Já de regresso ao Vaticano, deu, como é hábito, uma conferência de imprensa no avião.
4.1. Renovou o pedido suplicante de “uma solução justa e pacífica” para a situação dramática da Venezuela, “respeitando os direitos humanos e desejando exclusivamente o bem de todos os seus habitantes”. E preveniu para o risco da violência: “O que mais me custa? O derramamento de sangue, e aí também peço grandeza aos que podem ajudar a resolver o problema”.
4.2. Quanto à cimeira anti-pedofilia, com os Presidentes de todas as Conferências Episcopais do mundo, convocada para os dias 21-24 de Fevereiro em Roma, disse que deve ser, em primeiro lugar e essencialmente, uma tomada de consciência da tragédia, “uma catequese para que se tome consciência do drama que é uma menina ou um menino abusados. Eu recebo com regularidade pessoas abusadas, e recordo uma que passou 40 anos sem conseguir rezar. É terrível o sofrimento.” Como disse, durante as Jornadas, Alessandro Gisotti, director de imprensa da Santa Sé, “A questão dos abusos está no centro, no coração e na mente de Francisco”, que quer que se adopte, durante a próxima cimeira de bispos, “medidas concretas” para combater esta “terrível chaga”. “Será uma ocasião sem precedentes para enfrentar, como dissemos muitas vezes, o problema e encontrar realmente medidas concretas para que, quando os bispos regressem de Roma às suas dioceses, possam combater este flagelo da Igreja.”
4.3. Francisco também foi dizendo que é contra o fim da lei do celibato obrigatório: “Pessoalmente, creio que o celibato é um dom à Igreja e eu não estou de acordo com a permissão do celibato opcional.” Mas está aberto à possibilidade, que está a ser estudada, de ordenar homens casados que deram e dão exemplo de maturidade humana e cristã. Como tenho escrito aqui, estou convencido de que isso vai tornar-se realidade já no Sínodo sobre a Amazónia, em Outubro próximo. Quanto à lei do celibato e ao seu fim, também estou convencido de que é uma questão de tempo. Francisco também saberá disso, mas está como João Paulo II: “Eu sei que os padres hão-de vir a poder casar, mas isso não acontecerá no meu pontificado.”
5. Já após o anúncio de que a sede das próximas Jornadas será Portugal, Francisco agradeceu a todos, sobretudo aos jovens: “A vossa fé e alegria fizeram vibrar o Panamá, a América e o mundo inteiro. Somos peregrinos, continuai a caminhar, continuai a viver a fé e a partilhá-la; vós, queridos jovens, não sois o futuro nem o ‘entretanto’, mas o agora de Deus. Peço-vos que não deixeis esfriar o que vivestes durante estes dias.” Uma expressão belíssima, plena de sentido: sois “o agora” de Deus.
Em 2022, pensa-se que poderão participar 2 milhões de jovens de todo o mundo no acontecimento com mais representatividade de sempre em Portugal, precisamente as Jornadas Mundiais da Juventude. Reunidos na alegria da juventude, da festa, do encontro de culturas e histórias diferentes, estabelecendo pontes — o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e o Patriarca de Lisboa Manuel Clemente lembraram concretamente as pontes com o mundo lusófono, sobretudo na África, o único continente que ainda não recebeu as Jornadas —, sabem que o ponto de confluência e união é a fé em Jesus Cristo.

in DN 03 Fevereiro 2019
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O INFINITO TORNOU-SE A ÚNICA MEDIDA COMERCIALMENTE SIGNIFICATIVA
Pe. JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA

Até há pouco, até este trânsito epocal que se vem convencionando chamar “revolução digital”, o todo era a designação que se dava a uma grandeza apenas hipotética, uma grandeza que se sabia inalcançável. A revolução digital transformou o todo (ou, por assim dizer, o infinito) numa quantidade mensurável e que se pode doravante possuir. Mas não só: o infinito tornou-se a única medida comercialmente significativa. Se uma determinada realidade não arrisca apresentar-se em termos de totalidade, passa imediatamente a estar circunscrita a uma proporção mínima e, logo, insignificante. Um dos mil exemplos que a transição digital fornece é o Spotify. Um disco é um repositório de dez ou doze canções. O Spotify é (em teoria) o repositório de toda a música do mundo. Ora, o caudal de aplicações, que hoje circulam em turbilhão, busca esse efeito, que na opinião de alguns é simplesmente tecnológico, mas que segundo outros tem inevitáveis consequências culturais e antropológicas: procura-se desativar a ideia de infinito. Recordo o que foi escrito por Alessandro Barrico num recente ensaio, intitulado “The Game”: “Se conseguires elevar o todo a unidade de medida, a épico objetivo de qualquer tarefa e a mercadoria perfeita, fazes uma vítima ilustre: o infinito. De facto, se puderes abarcar o todo, o infinito não existe.”
A revolução digital transformou o todo (ou, por assim dizer, o infinito) numa quantidade mensurável e que se pode doravante possuir
Por coincidência, neste 2019, está a comemorar-se o segundo centenário do poema ‘O Infinito’, de Giacomo Leopardi, certamente uma das líricas mais amadas do cânone ocidental, e que ele escreveu quando tinha vinte anos de idade. Apenas um ano antes, aquele miúdo macambúzio de Recanati, um lugarejo nos confins do Estado Pontifício, atreveu-se a escrever a Pietro Giordani, um dos intelectuais mais famosos daquela época. Contava que tinha visto a primavera, que tinha ficado soterrado de espanto com a primavera e que sentia, desde aí, o imperativo de se tornar poeta. Giordani dá-lhe então um conselho prudente, que Leopardi evidentemente não segue: recomendou-lhe que escrevesse ainda, durante um período longo, prosa apenas, antes de enfrentar a poesia. Pouco tempo foi necessário para que Leopardi chegasse a essa composição fulgurante, essa espécie de milagre verbal construído por 100 palavras, distribuídas em 15 versos inesquecíveis. “Sempre cara me foi esta colina deserta,/ e a sebe, que de tantos lados/ me exclui a visão do último horizonte./ Mas sentado aqui, olhando intermináveis/ espaços para além dela, e sobre-humanos/ silêncios, e a quietude mais profunda,/ no pensamento eu finjo; então por pouco/ o coração não se apavora. E o vento/ ouço gemer nas ervas, e àquele/ infinito silêncio esta voz/ vou comparando: e sobrevém-me o eterno,/ e as estações já mortas, e esta presente/ viva, com o seu ruído… É assim, que nesta/ imensidão se afoga o meu pensamento:/ E o naufrágio me é doce neste mar.” O fascínio do poema liga-se provavelmente ao seu carácter enigmático, acentuado por um balanço sucessivo de contradições que cartografam o ser do homem no mundo: há uma sebe a impedir o horizonte, mas o horizonte entra como um dique que se rompe; há um infinito silêncio descrito, porém, como uma voz; há uma experiência da imensidão avaliada como um afogamento e um naufrágio que, ao mesmo tempo, se dizem serem doces... O poema coloca-nos no interior da luta que todos provamos na carne e na alma, dentro do combate entre a finitude humana e o infinito entrevisto, isso que não conseguimos domesticar nunca numa representação, mas que não deixa de constituir um fator determinante do mistério que somos. Leopardi tem razão. O infinito não é uma mercadoria.
in Semanário  Expresso 02.02.2019

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À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO IV COMUM Ano C
“Jesus, passando pelo meio deles,
seguiu o seu caminho.”
Lc 4, 30

Sabem, querem, e fazem…!

Podemos reconhecer estes atributos nas pessoas decididas e promotoras de desenvolvimento. “Saber”, “querer” e “fazer” não são ideais que nos motivam como humanos? Contudo, aplicados aos conterrâneos de Jesus, na sua apresentação como profeta na terra que o viu crescer, foram sinal de atrofia e dureza de coração e pensamento. Ao longo da história e em tantos lugares, com outros homens e mulheres, revestidos de espírito profético, conscientes ou não do projecto de Deus, agindo para libertar e salvar a humanidade, a mesma arrogância tem-se manifestado.
É grande a tentação de julgar que se sabe tudo. Que se conhece bem quem cresceu ao nosso lado. A passagem da admiração diante das palavras da Jesus à convicção de que o conheciam muito bem é surpreendente. Fecharam a mente e o coração à novidade com os ferrolhos da presunção. Como Jesus desafiava os habituais esquemas religiosos e pedia um suplemento de coração, era mais fácil contestar a sua origem. Assim aconteceria durante a sua vida pública: os mais letrados, os especialistas das Escrituras, os que esperavam um Messias justiceiro e vingador, os satisfeitos da religião, os que tinham negócio montado com o Templo e com os governantes, os que “fiscalizavam” a religião dos outros, “sabiam” que Jesus não podia vir da parte de Deus! É o saber que não admite interrogação, abertura, maravilhamento perante a absoluta novidade do amor gratuito de Deus!
Queriam sinais extraordinários para acreditar. Milagres para alimentar uma “fé” que não nos transforma nem compromete, mas põe Deus ao nosso serviço. Não vai ser essa a última tentação feita a Jesus? “Salvou os outros; salve-se a si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito” (Lc 23, 35), dirá o povo no calvário. Queriam, e não queremos nós, sinais extraordinários que dissipem as dúvidas, ponham ordem em tudo o que nos dá trabalho, resolvam as imperfeições, nos façam pedir “bis, bis”? O que não queriam, nem queremos (?): acolher a palavra e a pessoa de Jesus, a ser Deus-connosco, a fazer-nos profetas que vivem e anunciam um mundo novo de irmãos, que não pactuam com a injustiça e a falta de amor, e aprendem a dar a vida.
Por isso, fizeram o que é costume: expulsaram-no da cidade, e tentaram precipitá-l’O de um monte. É a Páscoa anunciada, e repetida nos profetas de todos os tempos. Aos filhos ilustres de uma terra costuma oferecer-se as chaves da cidade, por entre homenagens várias. A Jesus, apontaram a porta de saída, e já agora, do mundo, “porque estamos bem, obrigado, e o deus que nos trazes vem pôr em causa esta vida a que nos habituámos”!
É importante “saber” mas o que sabemos e como sabemos? É importante “querer” mas o que que queremos e quem queremos? É importante “fazer” mas o que fazemos e porque fazemos? Jesus que passou no meio deles e seguiu o seu caminho, como continua a interpelar-nos?

in Voz da Verdade, 03.02.2019


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