12 junho 2013

Mulheres como Igreja e na Igreja

        
Voltando ao tema mulheres como Igreja e na Igreja. Vejamos o que nos diz São Mateus que nos leva a propor a plena igualdade das duas faces da humanidade, na sua intensa variedade:
Vejamos:
Mateus 1, 21: ‘Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados.’
O povo será salvo dos seus pecados. Nesse povo estão obviamente incluídas as mulheres e os homens. Ambos serão salvos. Estão ao mesmo nível. Se tal não fosse o caso, teria que ser referido.
Mateus 3, 2: ‘ Dizia: ‘Convertei-vos,  porque está próximo o Reino do Céu.’
Quer as mulheres quer os homens devem afastar-se do pecado, devem converter-se ao bem,  e o Reino dos céus a ambos vai acolher.
Mateus 6, 14-15: ‘De facto, se perdoarem aos outros as suas ofensas o Pai Celestial também lhes perdoará a vocês. Mas, se não perdoarem aos outros, o vosso Pai também lhes não perdoará a vocês.’
Quer as mulheres quer os homens devem praticar o perdão, quer as mulheres quer os homens têm que evitar o ódio. Os níveis de exigência com que nos deparamos são iguais para ambos os sexos.
Mateus 22, 36-39: ‘Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Jesus disse-lhe: ‘Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.’
Mulheres e homens têm que amar, amar completamente, perdidamente. Não há distinções – ou seja, quer umas quer outros são capazes de amor e, em última análise, são feitos para o amor, por mais que possam pecar contra o amor. Não há uma bitola para o amor das mulheres e outra para o dos homens, o que seria curial se houvesse qualquer diferença ontológica entre os sexos.
Mateus 23, 37: ‘Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis reunir os teus filhos como a galinha reúne os seus pintainhos sob as asas, e tu não quiseste!’
Mais uma vez, não se introduziu distinção de género na metáfora dos ‘filhos’. A todos abarca, o feminino e o masculino, pois se não o fizesse, mais uma vez teria que ser enunciado. Evoca-se a imagem da galinha, uma representação muito positiva da função maternal atribuída a Deus.
Finalmente, vejamos Mateus 26, 26-28: ‘Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: ‘Tomai, comei: Isto é o meu corpo. Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo: ‘Bebei dele todos. Porque este é o meu sangue, sangue da Aliança, que vai ser derramado por muitos, para perdão dos pecados. Eu vos digo: Não beberei mais deste produto da videira, até ao dia em que beber o vinho novo convosco no Reino de meu Pai.’
 Neste quadro os discípulos simbolizam-nos a todos, homens e mulheres, que somos convidados a comer e a beber o corpo de Jesus. O sangue foi derramado para o perdão dos pecados da humanidade. Ou seja, dos nossos pecados.
Ana Vicente
11.06.2013


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